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Tempo das Redes, O
Fábio Duarte
// As grandes inovações tecnológicas freqüentemente impõem formas originais de reflexão. O notável desenvolvimento das comunicações na última metade do século XX e, em particular, a invenção e disseminação das redes computacionais trouxeram um novo paradigma de comportamento e análise, que obviamente exigem um esforço considerável de compreensão dos fenômenos em novas chaves de raciocínio.
Esta oportuna coletânea, que a editora Perspectiva acolhe em sua coleção Big Bang, dedicada à divulgação de temas e debates inovadores na ciência, reúne autores de grande envergadura, analisando assuntos contemporâneos a partir do conceito de rede, em que se relacionam fatos, acontecimentos e percepções integrados entre si e mapeados segundo uma estrutura relacional capaz de identificar os fenômenos em vários níveis de abordagem, permitindo uma vis...(leia mais)

(Des)Construção do Caos, A
Sergio Kon
// Não é uma cidade fácil, São Paulo. Nem para se viver, nem para entender. Massa impressionante de cimento e asfalto, de edifícios faraônicos e de puxados miseráveis, de quintas-avenidas congestionadas e de vielas esburacadas, de rios fedorentos e de bueiros entupidos, de senhores garbosos e de moradores de rua, tudo nessa cidade se contrapõe espalhafatosamente. Um maëlstrom de concreto e gente. E, no entanto, do íntimo de suas vísceras urbanas desponta um vibrante e sedutor pólo de lazer, cultura e oportunidades. Cidade de contrastes violentos que a fazem muito mais rica, e muito mais pobre, também. Lugar em que a vida pública se apequena, se dispersa, privatizada nos anseios e conquistas pessoais de seus habitantes. A (Des)Construção do Caos, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Debates, procura argumentos para d...(leia mais)

Teatro no Cruzamento de Culturas, O
Patrice Pavis
// Patrice Pavis vale-se, em O Teatro no Cruzamento de Culturas, do símbolo da ampulheta como metodologia para identificar, no teatro, os elementos intrínsecos da produção e da representação: para lhe dar abrangência orgânica, ele os acompanha desde o início do processo teatral — a eleição do projeto (texto ou pré-texto, meios e modos de organizar os vários sistemas cênicos, como direção, desempenho, disposição plástica ou sonora etc.) — e vai até a concepção final da mise en scène que tem em vista o modo de o público receber a obra sob a forma de peça e espetáculo. Analisando temas como objetivos, adaptações, escolhas e abordagens sociológicas, antropológicas, culturais e estéticas, o autor percorre um competente caminho teórico do texto ao palco, fazendo reflexões sobre o teatro ocidental e europeu mais representativo na vira...(leia mais)

Teatro com Meninos e Meninas de Rua
Marcia Pompeo Nogueira
// A expressão “cuidado com a criança” traz uma ambigüidade muito reveladora da situação dos meninos e meninas, que vivem ou passam parte considerável de seu tempo nas ruas das grandes cidades brasileiras em busca da sobrevivência. A ambivalência se estende, ainda, pela sensação de liberdade que essa vivência lhes traz, longe de estruturas familiares arruinadas, em contraste com a violência a que se vêem expostas e da qual são vítimas por estarem nas ruas, abandonadas e com poucas expectativas de uma vida com oportunidades melhores. Uma questão gravíssima, que precisa ser enfrentada e combatida.
A educação e socialização pela arte e pelo teatro tem sido uma das formas mais bem-sucedidas de lidar com o assunto, pelo seu potencial agregador, seu caráter alternativo e a capacidade de adaptar-se a qualquer ambiente. Estudiosa de teatro-educação...(leia mais)

Hegel e o Estado
Franz Rosenzweig
// Internacionalmente reconhecida como obra central da Hegelforschung [pesquisas sobre Hegel] e agora publicada pela primeira vez em língua portuguesa, pela coleção Textos da editora Perspectiva, Hegel e o Estado, de Franz Rosenzweig, não só constitui um esforço de abrangência da história da construção do conceito hegeliano de Estado em seus caminhos e descaminhos, como acompanha as minúcias desta construção e, sobretudo, se depara com as encruzilhadas a que o conceito conduz. A forma como o pensamento do filósofo de Jena em geral, em seu lento processo de amadurecimento, se vê com as questões políticas da época, as vicissitudes dos desencontros e das desesperanças, vai sendo paulatinamente interpretada, destilando-se a sua linha principal de evolução, do Espírito que, despojando-se pouco a pouco do inessencial, toma decididamente o c...(leia mais)

Poeta e a Consciência Crítica, O
Affonso Ávila
// O poeta e ensaísta de cultura, o mineiro Affonso Ávila, revelou-se, a partir da década de 1960, não só uma das vozes mais expressivas da nova dicção poética brasileira, como um dos mais percucientes investigadores da estética barroca no Brasil. Ao mesmo tempo, como articulista do Suplemento Literário de O Estado de S. Paulo, num quadro em que avultavam figuras como Antonio Candido, Décio de Almeida Prado, Francisco Iglésias, Anatol Rosenfeld, Haroldo de Campos, Otto Maria Carpeaux, entre outros, deu notáveis contribuições sobre temas e personagens os mais diversos do universo modernista brasileiro. Dele, a editora Perspectiva já publicou O Visto e o Imaginado (1990), O Lúdico e as Projeções do Mundo Barroco (1994), A Lógica do Erro (2000), A Circularidade da Ilusão e outros Textos (2004), além dos volume...(leia mais)

Fios Soltos
Paula Braga
// Fios Soltos: a arte de Hélio Oiticica é a primeira coletânea de artigos sobre a obra de Hélio Oiticica, reunindo textos de pesquisadores de 5 países, além de fotografias de obras, manuscritos inéditos de Hélio Oiticica e uma cronologia organizada pelo Projeto HO.

Em edição bilíngüe (português/inglês), o livro responde ao crescente interesse internacional pela obra de Hélio Oiticica. Os doze artigos da coletânea apresentam uma obra construída na intersecção da ética com a estética. Herdeiro do construtivismo de Mondrian e Maliévitch e do neoconcretismo brasileiro, Hélio Oiticica desenvolveu proposições e textos teóricos que definem um além-da-arte que o artista chama de invenção, o novo que emerge do corpo e do comportamento: “se não mais existem movimentos vanguardistas é porque cada um deve ser a vanguarda” (Hélio Oiticica, Ano...(leia mais)

Almas Mortas
Nikolai Gógol
// Almas Mortas e O Inspetor Geral, de Gógol, constituíram dois marcos extraordinários na história da literatura russa. Ali, até o início do século XIX, as obras formadoras e dominantes da língua haviam sido as do poema e da épica, sobretudo as de Lomonossov e as de Púschkin. Com Gógol, a prosa adquiriu o status de arte e a realidade do país revelou-se, com o espanto de muitos, para além de sua aparente leveza de burla, um retrato amargo, impiedoso e grotesco da sociedade.
Por isso mesmo, a idéia central do romance, sugerida por Púschkin após a leitura de uma nota jornalística, permitiu a Gógol pintar brilhantemente uma enorme variedade de personagens, cuja força reside em seu poder de caracterização do universal pelo específico, o que levou Púschkin a dizer, apesar de toda comicidade ali destilada: “eu não ri, chorei; Deus, ...(leia mais)

Ensaios Filosóficos
Walter I. Rehfeld
// De Walter Rehfeld, a editora Perspectiva já publicou duas importantes obras: Nas Sendas do Judaísmo e Tempo e Religião: A Experiência do Homem Bíblico, ambas em sua coleção Estudos. Agora, completando a publicação póstuma de seus escritos, trazemos ao público este notável conjunto de Ensaios Filosóficos, que se iniciam por uma das indagações mais filosóficas da filosofia, isto é, saber o que é filosofia.
No diálogo com Eutidemo, Platão, pela boca de Sócrates, a define como o uso do saber em proveito do homem. E no primeiro livro de sua Metafísica, Aristóteles reconhece que todos os homens têm, por natureza, o desejo de conhecer. Prova-o o amor que nos despertam as sensações, independentemente da utilidade que possam ter.
Não por outro motivo, os ensaios aqui reunidos, rigorosos e esclarecedores no pensamento,...(leia mais)

Associações Religiosas no Ciclo do Ouro
Fritz Teixeira de Salles
// Em seu trabalho investigativo em busca da verdade histórica, Fritz Teixeira de Salles desvendou de modo contundente a contribuição das irmandades religiosas para a economia e o bem-estar da sociedade mineira do século XVIII, em Ouro Preto. Associações Religiosas do Ciclo do Ouro também se empenha em esclarecer o papel da Igreja na castração dos valores estéticos e culturais da comunidade de escravos, ao mesmo tempo em que submete a uma análise objetiva o problema da representação, pelo chamado barroco mineiro, do pensamento e da ação do povo como tal na Minas da louvação aos códigos religiosos do Brasil Colonial. O estudioso desse capítulo de nossa história e cultura e o leitor em geral encontrarão, neste livro que a editora Perspectiva lhes apresenta, elementos valiosos para uma visão mais ampliada e aprofundada da estética do bar...(leia mais)

Diderot: Obras VI - O Enciclopedista
J. Guinsburg
// Preso no Castelo de Vincennes, após a publicação de sua Carta sobre os Cegos, Diderot viu-se impedido de continuar o trabalho de organização, proposição, escrita e revisão dos textos da Enciclopédia. Seus editores, Le Breton, David, Durand e Briasson, tiveram que solicitar a interferência do Conde d'Argenson, então ministro de Estado, para que o filósofo fosse solto e não se interrompesse "a empresa mais bela e a mais útil jamais realizada pelo mundo dos livros". Sem dúvida, a Enciclopédia constitui a súmula maior do saber do Ocidente e de suas Luzes, bem como do espírito que a iluminou com o seu saber e o seu gênio, o "Enciclopedista", constituindose, por isso mesmo, no símbolo máximo da tentativa da razão e da ciência de chegar, senão à onisciência, ao menos a uma compreensão e à descrição de seus aspectos essenciai...(leia mais)

Marcel Proust: Realidade e Criação
Vera de Azambuja Harvey
// Como Dante, no meio do caminho da vida, Marcel Proust encontrou-se numa selva escura, debatendo-se em conflitos íntimos, até desvendar o segredo da criação e da permanência. E o tempo, que parecia perdido numa vida aparentemente ociosa, foi recuperado através da arte que ilumina as páginas de Em Busca do Tempo Perdido. O fascínio desse romance, que mostra o itinerário de uma vocação e o seu encontro, reside na escritura que, como a poesia, nos ensina a expressar nossos sentimentos mais profundos diante da natureza, da música, da pintura, da beleza e do espetáculo da vida. O poeta, diz Proust, é aquele que desperta belas-adormecidas em nós e, poder-se-ia dizer, espectros que assombram seus sonhos. Pelo estilo incomparável, carregado de metáforas, as frases ondulantes, cheias de musicalidade, Proust os transfigura e nos faz ver o mun...(leia mais)

Espiritualidade Budista II, A
Takeuchi Yoshinori
// De todas as grandes religiões, o budismo é a que focalizou de maneira mais intensa aquele aspecto da religião que chamamos de espiritualidade. Nenhuma religião atribuiu valor mais alto aos estados da introvisão espiritual e libertação, e nenhuma apresentou de maneira tão metodológica e com tamanha riqueza de reflexão os vários caminhos e disciplinas pelos quais tais estados são alcançados.
O objetivo dos dois volumes de A Espiritualidade Budista, que a editora Perspectiva oferece ao leitor brasileiro em sua coleção Estudos, é o de mapear toda esta tradição quer cronológica quer geograficamente, na variedade de suas formas históricas e na imensa diversidade de seus ensinamentos. Neste segundo volume, as formas assumidas pelo budismo são acompanhadas em seu período ulterior na China e nas formas que desenvolveu na Coréia e no Japão,...(leia mais)

 pontos de vista
"Voltei a minha casa da infância"
Oi, Sônia,

Bem, não podia deixar de falar de Odete...li no avião essa semana indo pra SP e depois na v...
Filósofo faz investigação da paixão pelo saber
Esta obra contempla a produção publicada postumamente do filósofo alemão Walter Rehfeld (1920-1993). Ensaios Filosófi...
Urgência de construir uma outra São Paulo
Uma cidade se faz no tempo. A (Des)construção do Caos apresenta uma série de argumentos para fortalecer o debate ...
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A Editora Perspectiva, os autores e a Galeria Nara Roesler
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