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| Teatro da Morte, O |
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Tadeusz Kantor
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Velhos bancos desgastados, um monte de livros ressecados que se desfazem em poeira, um W.C… Sobre os bancos, velhos cujos olhares, depois gestos de autômatos, dizem apenas que ainda respiram com vida. Um dedo se ergue, seguem-se dois, três, depois toda uma floresta… Lembranças de um passado. Velhos, e logo os seus duplos, os manequins das crianças que eles foram, imagens da morte, presença da matéria… Quem está aí? Não somos nós, não seremos nós? Seres humanos? Manequins mais concretos, mais reais, mais vivos do que eles? Poderes da fascinação em quadros da invocação teatral!
Ao mesmo tempo que seu pincel encenante pinta-os, elaborando a realidade cênica para a criação dos espetáculos, Kantor especifica a situação, argumenta e se explica, polemiza, defendendo-se e acusando, em uma série de testemunhos – manifestos, partituras de apresent...(leia mais)
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