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Música Serva d Alma: Claudio Monteverdi
Ibaney Chasin
// Claudio Monteverdi é, sem dúvida, uma das divindades poéticas que levaram o seu sopro inspirador e criador ao renascentismo musical, gerando uma obra que continuou a ressoar através dos séculos, com a harmonia e o frescor de suas melodias e os acordes secretos de seu humanismo. A sua polifonia tem constituído os polos magnéticos das pesquisas musicológicas de Ibaney Chasin, que alcançam em Música Serva d’Alma – Claudio Monteverdi: Ad Voce
Umanissima
uma expressão singular pela empatia de espírito, pelo rigor da análise e pela amplitude de descortino. O leitor, especializado ou leigo, encontrará certamente neste livro, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Estudos, um roteiro preciso, informativo e sutil para uma caminhada de sua inteligência e de sua alma pelo universo do gênio de Claudio Monteverdi. [J.G.] (leia mais)

História e Literatura
Francisco Iglésias
// História e Literatura: Ensaios para uma História das Ideias no Brasil, organizado por João Antonio de Paula, coloca, de novo, uma obra de Francisco Iglésias à disposição de seus antigos leitores e possibilitará que ele seja descoberto pelas novas gerações. Dez anos depois de sua morte, História e Literatura reafirma as qualidades reconhecidas de Iglésias: seu saber, seu estilo, sua inteligência, a um tempo crítica, lúcida e generosa na consideração das obras de Joaquim Nabuco, Alberto Torres, Oliveira Vianna, Caio Prado Júnior, Sergio Buarque de Holanda, José Honório Rodrigues, Raymundo Faoro, Carlos Drummond de Andrade e Pedro Nava.
Francisco Iglésias foi, sobretudo, historiador. Não se sabe dele contos ou poemas. O muito que se interessou pela literatura foi como crítico, como permanente e fiel amante.
Escolheu a históri...(leia mais)

Antígone de Sófocles
Trajano Vieira
// “É curioso que uma virgem, que lamenta morrer sem marido e sem filhos, revele total indiferença pelo noivo Hemon. Essa indiferença surpreende ainda mais se lembrarmos que Antígone, desde o início da tragédia, mostra-se consciente da punição que decorrerá do enterro de Polinices. Ou seja, Antígone sabe que vai morrer e concentra toda sua energia no ato que acelera seu fim. […] É a impossibilidade de deslocar seu desejo para fora do âmbito de uma família marcada pelo incesto o que a leva a ignorar o próprio noivo” – é a reflexão que Trajano Vieira faz sobre um dos textos mais poderosos da chamada Tragédia Grega. Por original que seja, ele não esgota nem exclui interpretações como a de Steiner, Vernant e Reinhardt, cujas percepções, assim como de uma tradição várias vezes milenar da exegese tragediográfica, apenas dão a medida da amplitude i...(leia mais)

MetaMat!
Gregory Chaitin
// É o nosso universo computável? É a matemática parte inevitável da ciência? Onde a matemática encontra a filosofia? Onde a matemática encontra a teoria da informação?
Algumas possíveis respostas a essas questões e a outras mais o leitor encontrará em MetaMat!, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Big Bang. Gregory Chaitin, o seu autor, em estilo apaixonado navega no mundo da razão, das chamadas verdades quase aceitas como absolutas, entre algoritmos e números em busca do ômega, o número singular da incognoscibilidade da matemática. Razão pura e lógica, arte e poesia, a matemática se transforma numa ciência experimental do espírito que cria um computador universal.
Um livro para matemáticos e para todos os interessados em penetrar no encantamento dos números e da teoria da informação. (leia mais)

Entremilênios
Haroldo de Campos
// Como um Ulisses a singrar entre milênios na nave de seu estro os mares tempestuosos da criação poética, em busca da palavra ideal na língua adâmica, Haroldo de Campos, nesta reunião póstuma de seus escritos, volta a falar, com a sensibilidade e a inteligência de seus interlocutores, da linguagem universal em que ele foi um mestre, um mensageiro e um crente, no ardor do entusiasmo da posse dionisíaca pelo divino da espiritualidade.
Tal é a oferenda que ele apresenta ao seu leitor, como a mais alta forma de reencetar um diálogo que, no seu espírito, nunca cessaria e, como de fato se pode ver, não cessou.

J.Guinsburg (leia mais)

Introdução às Linguagens Totalitárias
Jean-Pierre Faye
// O poder da palavra. Em Introdução às Linguagens Tota litárias: Teoria e Transformação do Relato, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Estudos, Jean-Pierre Faye avança, entre poético e crítico, pela topologia dos relatos ideológicos do fascismo e do nazismo e a transformação que este último encobria sob o véu do jargão, partindo dos mitos basilares da nacionalidade francesa. Enfrentando este paradoxo, em que relato contrapõe-se a relato, para desvelar a visão de mundo peculiar a cada um deles e para encobrir os projetos criminosos que o duce e o führer concebiam sob esta linguagem e executavam na sua ação política. Gentile e Mussolini; Schmitt, Heidegger e Hitler. Ao leitor, que o acompanha nesta jornada, está aberta a possibilidade de aprender a reconhecer, na sutil alteração de uma palavra, a reinterpreta...(leia mais)

Nefelomancias
Ricardo Marques de Azevedo
// Nefelomancias é o título metafórico e simbólico que Ricardo Marques de Azevedo deu a seus ensaios sobre as artes dos romantismos. Reunidos neste livro que a editora Perspectiva publica em sua coleção Elos, estes estudos apontam, através do sugestivo signo das leituras adivinhatórias das nuvens, para uma das grandes vias e maiores tentações do demiurgo das escrituras românticas: o criador-vidente, o poetaprofeta. Em essência, sua tentativa é a de sondar o insondável pelos recursos de seu gênio intuitivo e, no passe de mágica poético, encarná-los em substantivações poético-literárias, como O Pólen de Novalis, As Reflexões de Hölderlin ou As Iluminações de Rimbaud.
O alcance taumatúrgico do artista e a força de suas faculdades divinatórias levam-no, através das brumas, névoas e nuvens, vencidas as trevas das tempestades e dos abismos...(leia mais)

Falando de Idade Média
Paul Zumthor
// Em Falando de Idade Média, que a editora Perspectiva tem o prazer de incluir em sua coleção Debates, o medievalista, poeta e romancista Paul Zumthor (1915-1995) destaca as conquistas da antropologia e da descoberta daquele que, por sua diferença, chamamos de o Outro.
Entre a história e os historiadores, surgem os textos críticos em que o autor aproxima poética de história e narração, em que nem a poesia nem a história, de fato, declaram nada, mas transmitem linguagens através do seu discurso competente, tendo a narrativa como construção, ficção, documento e prazer. (leia mais)

História dos Judeus em Portugal
Meyer Kayserling
// Em meados do século XIX, quando os arquivos do Santo Ofício da Inquisição em Portugal ainda permaneciam secretos, e Alexandre Herculano apenas iniciava a desmascarar as “negociatas” do monarca, D. João III, com o Vaticano, um rabino alemão se lançou numa aventura surpreendente: devastar a história dos judeus em Portugal, desde a formação da monarquia portuguesa até o século XIX. Esta obra permanece até hoje o mais fiel retrato de uma longa trajetória dos judeus sefaradim, da tolerância à catástrofe final, que foi a sua conversão forçada à religião cristã.
Os conhecimentos que Meyer Kayserling revela sobre o funcionamento do Tribunal do “Santo” Ofício da Inquisição, sobre o drama vivido pelos convertidos, as “manobras” financeiras dos monarcas portugueses com o Papa e com os mercadores e homens de negócios, sobre o êxodo e as peregrinaçõe...(leia mais)

Pós-Dramático, O
J. Guinsburg
// O drama pressupõe que o entendimento da realidade passa pela relação entre pessoas. O pós-dramático surge como reação a este dogma, o que não quer dizer que não trate dos relacionamentos interpessoais. “O que é verdadeiramente social na arte é a forma”, afirma Lukácz. Cria-se, assim, um novo espaço, uma paisagem em movimento, em que todos os elementos estruturantes da cena – sejam psicológicos, técnicos ou cênicos – são igualmente relevantes para a compreensão da obra e, por extensão, da realidade sobre a qual se faz a reflexão.
Em função da importância e da repercussão que o tema alcançou no cenário artístico internacional e seu impacto no Brasil, a editora Perspectiva reuniu em O Pós-Dramático: Um Conceito Operativo?, pela sua coleção Debates, ensaios de notáveis intelectuais e realizadores do teatro brasileiro, para discutir o ...(leia mais)

Mente Segundo Dennett, A
João de Fernandes Teixeira
// João Teixeira, de forma clara e vívida, expressa seu profundo entendimento de minha filosofia, e também de como ela se relaciona com os trabalhos de outros pesquisadores. Ele abriu meus olhos para várias dessas relações, e para alguns dos problemas residuais com os quais estou lidando. Sua abordagem é independente, porém construtiva e justa, e por mais que eu não esteja ainda completamente convencido de suas idéias (há muitas delas para se escolher!) todas merecem uma cuidadosa consideração.

Daniel Dennett
Centro de Estudos Cognitivos,
Tufts University, Boston,
Estados Unidos. (leia mais)

Walter Smetak: O Alquimista dos Sons
Marco Scarassatti
// A obra de Walter Smetak “atacou de frente” as questões mais relevantes para o criador musical no século XX: microtonalismo, não-temperamento da escala musical, invenção de novos instrumentais, improvisação, instrumentos coletivos, relação entre as linguagens artísticas. ¶ Isso não é pouco. Ainda mais se tratando de um ambiente musical avesso às inovações que fujam ao controle dos grupos estabelecidos na universidade e nas instituições musicais. ¶ Ao longo dos anos, criou-se a personagem Smetak, com histórias e anedotas, enfim, todo um imaginário mistificador que não deixa de contar sobre sua personalidade múltipla e exuberante. ¶ Mas o Smetak criador, pensador (delirante sim, nada cartesiano), fica em segundo plano sob essa abordagem, digamos, folclorizante, que busca confiná-lo na esfera do anedótico e do superficial. ¶ Certamente, e fel...(leia mais)

Teatro da Morte, O
Tadeusz Kantor
// Velhos bancos desgastados, um monte de livros ressecados que se desfazem em poeira, um W.C… Sobre os bancos, velhos cujos olhares, depois gestos de autômatos, dizem apenas que ainda respiram com vida. Um dedo se ergue, seguem-se dois, três, depois toda uma floresta… Lembranças de um passado. Velhos, e logo os seus duplos, os manequins das crianças que eles foram, imagens da morte, presença da matéria… Quem está aí? Não somos nós, não seremos nós? Seres humanos? Manequins mais concretos, mais reais, mais vivos do que eles? Poderes da fascinação em quadros da invocação teatral!
Ao mesmo tempo que seu pincel encenante pinta-os, elaborando a realidade cênica para a criação dos espetáculos, Kantor especifica a situação, argumenta e se explica, polemiza, defendendo-se e acusando, em uma série de testemunhos – manifestos, partituras de apresent...(leia mais)

Autopoiesis. Semiótica. Escritura
Eduardo de Oliveira Elias
// Autopoiesis. Semiótica. Escritura examina manifestações relativas à produção da informação, da linguagem e da comunicação, sem vinculação a aspectos conceituais e metodológicos, pautados por procedimentos de linearidade e perspectiva finalista, desdobrando-se em leituras e análises extraídas dos códigos da literatura, da arte, da mídia, da arquitetura e do urbanismo, do ambiente e da ciência. (leia mais)

Cena em Ensaios, A
Béatrice Picon-Vallin
// A Cena em Ensaios reúne textos representativos do universo de pesquisa e interpretação crítica de Béatrice Picon-Vallin. Selecionados e organizados pela autora e por Fátima Saadi, a coletânea, que a editora Perspectiva traz ao leitor de língua portuguesa em sua coleção Estudos, constitui relevante contribuição aos estudos do moderno movimento teatral, em algumas de suas faces mais significativas do ponto de vista histórico e estético, e enriquece sobremaneira a bibliografia especializada, ao dispor dos estudos teatrais no Brasil, com subsídios que vão das “trilhas” de Meierhold às de Peter Brook. Esta abordagem, além de efetuar sagaz penetração nas cenas que focaliza, incorpora a reflexão de toda uma vida dedicada à recaptura das efetivas feições assumidas pelo teatro russo e soviético em seus principais expoentes e de toda revoluç...(leia mais)

Teatro no Século XVIII, O
Renata Soares Junqueira
// Mais do que um tributo a um dramaturgo, O Teatro no Século XVIII: Presença de Antônio José da Silva, o Judeu assinala efetivamente a presença de sua obra, não apenas pelo seu papel histórico no teatro português, como por seu real poder de transpor os séculos e trazer para o leitor e, sobretudo, o espectador de hoje, o seu potencial de representificação das figuras, dos cenários, dos temas e das condições que fazem dela a encarnação, em um tempo, da tragicomédia da vida humana no tempo. Esta qualidade se desenha através das interpretações e das análises que os autores dos diferentes ensaios, tão oportunamente reunidos aqui, levaram ao texto, ensejando um aproveitamento certo tanto para o homem de teatro ou o estudioso, quanto para quem deseja incursionar e se esclarecer a respeito do poder mágico da ilusão teatral para repor e reinv...(leia mais)

Cidade do Primeiro Renascimento, A
Donatella Calabi
// Este belo livro, A Cidade do Primeiro Renascimento, de Donatella Calabi, professora do Istituto Universitario di Architettura di Venezia, que a editora Perspectiva traz ao público de língua portuguesa pela coleção Debates, relata o nascimento e a primeira manifestação da cidade moderna, a relação entre a destinação de uso do espaço urbano e a forma arquitetônica, desde o século XV até o primeiro decênio do XVI. Numa abordagem original, vincula a cidade do Quatrocentos a um longo Renascimento, um período pleno de renovações, experimentações e invenções, que ainda assombra visitantes e especialistas pela qualidade e ousadia das soluções, e que faz também ferver o debate sobre a melhor forma de planejar uma cidade e de constituir um ambiente urbano. (leia mais)

 pontos de vista
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Quatro décadas sem Cacilda Becker

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"Bili com Limão Verde na Mão", de Décio Pignatari, e o póstumo "Entremilênios", de Haroldo de Campos, ressaltam a for...
Av. Brigadeiro Luís Antônio, 3025/3035 // Telefax (11) 3885 8388 // 01401-000 // editora@editoraperspectiva.com.br