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Filosofia do Judaísmo em Abraham Joshua Heschel
Glória Hazan
// Neste ensaio, que tem a qualidade de ser ao mesmo tempo acadêmico e poético, a autora Glória Hazan nos conduz ao cerne do pensamento religioso de Abraham Joshua Heschel (1907 – 1972), um dos mais importantes e criativos filósofos do judaísmo do século XX. Um importante aspecto do pensamento de Heschel é ser uma fonte de inspiração para o reencontro com Deus e com o sagrado através da religiosidade judaica. Ao conduzir-nos pelas sendas do pensamento hescheliano, a autora também nos inspira à reaproximação com o sublime, o maravilhoso e o prodígio, algumas das categorias usadas pelo filósofo para referir-se ao sagrado e que são tão claramente descritas aqui.
Como estudo acadêmico do pensamento religioso, Filosofia do Judaísmo em Abraham Joshua Heschel, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Estudos, poderá ser útil não ape...(leia mais)

Símbolos do Centro, Os
Raïssa Cavalcanti
// Toda cultura possui uma concepção simbólica de “Centro”, como um lugar primordial, o ponto de origem, onde os deuses se manifestaram pela primeira vez, o local que marca a gênese do mundo. Em Os Símbolos do Centro: imagens do self, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Estudos, Raïssa Cavalcanti descreve e analisa as diversas representações simbólicas referentes a esse Centro sagrado encontrado, universalmente, nas mais distintas tradições culturais e espirituais.

Os símbolos do Centro fazem referência ao processo criativo: a criação do mundo, a cosmogênese, a criação da consciência humana e a criação das formas culturais. Atuantes no mundo exterior dos sentidos e no mundo interior da alma, as imagens do Centro sempre tiveram importância na determinação das manifestações da arte.

Difundidos, através dos mitos e da ...(leia mais)

Nono Mês, O
Giselda Leirner
// Em O Nono Mês, Giselda Leirner oferece ao leitor da coleção Paralelos um conjunto de histórias independentes que, no entanto, se entrelaçam numa narrativa em que a aguda percepção da vida das criaturas, dos problemas do dia-a-dia familiar, e a sensível captação dos seus encontros e desencontros compõem na unidade ficcional a imagem das perplexidades despertas e das perguntas que sobrepairam suas existências. Com mestria e densidade de quem sabe registrar e distinguir os olhares que significam e os silêncios que falam, a narradora coloca em primeiro plano o ponto de confluência dessas trajetórias vivas, uma figura de aparente ausência, mas responsável por materializar o encontro: a mãe. Na experiência desses fragmentos de realidade, vividos intensamente pelas personagens do romance, a narradora urde uma trama intencionalmente descon...(leia mais)

Escreviver
José Lino Grünewald
// A obra do carioca José Lino Grünewald (1931-2000), amigo e companheiro de primeira hora dos poetas do grupo concreto paulista, integrante do grupo Noigandres, vem sendo objeto de crescente interesse e reavaliação. A editora Perspectiva publicou, em 2002, na coleção Debates, O Grau Zero do Escreviver, seleção de seus artigos de crítica literária, a cargo de José Guilherme Correa. Escritor e jornalista (1943), um dos mais caros interlocutores do poeta, da geração mais jovem, José Guilherme vem se dedicando a organizar, com a cooperação de Ecila de Azeredo Grünewald, viúva do poeta, os seus vários textos ainda dispersos. O presente volume, também por ele compilado, reúne praticamente toda a poesia de José Lino Grünewald. Ao material dos livros que o poeta publicou, Um e Dois (1958) e Escreviver (1983), ora revistos segun...(leia mais)

Últimos: Comédia Musical em Dois Atos
Fernando Marques
// “Um tento de concisão poética, objetividade política e apelo ético que se reitera ao longo da peça. Pois o tema é pura brasa e inédito, ao que eu saiba: a odisséia dos sem-teto que pululam nas periferias e nos morros de nossas metrópoles. Muitos deles, herdeiros dos Severinos de João Cabral.
Síntese do sofrimento não só nordestino mas de todos os seres atados à servidão do campo, às secas eternizadas, ao êxodo forçado, razão primeira do inchaço das periferias urbanas.
[…]
Fernando Marques engaja-se no compromisso que o teatro de todos os tempos assumiu com a ética, e acrescenta às suas criaturas acentos reivindicatórios, ausentes nos desvalidos de Plínio Marcos, mas presentes na obra de Büchner.
[…]
Existe uma alienação generalizada, como ‘ar que se respira’, em relação a valores, crenças e certezas. A ela Fernando Marques contrapõe ...(leia mais)

Surrealismo, O
J. Guinsburg
// “Ontem vivi uma situação surrealista!”. Incontáveis vezes ouvimos ou dizemos uma expressão como esta, quando nos vemos diante de um acontecimento inesperado e impensável. Tão grande fez-se a influência do surrealismo na formação do imaginário das gerações que o sucederam, que o uso do termo “surrealista” vulgarizou-se e incorporou-se à linguagem cotidiana não só dos povos ocidentais. Afinal, por quais razões o movimento liderado por André Breton alcançou tanta repercussão e popularidade, a quais perguntas ele se propunha responder, qual sua pertinência para o contexto histórico e cultural em que se impôs e do qual se alimentou? O Surrealismo, que a editora Perspectiva oferece ao leitor brasileiro na sua coleção Stylus, procura reunir ao máximo o aparato crítico, cultural e ideológico gerado por um dos mais provocantes movimentos es...(leia mais)

Tempo das Redes, O
Fábio Duarte
// As grandes inovações tecnológicas freqüentemente impõem formas originais de reflexão. O notável desenvolvimento das comunicações na última metade do século XX e, em particular, a invenção e disseminação das redes computacionais trouxeram um novo paradigma de comportamento e análise, que obviamente exigem um esforço considerável de compreensão dos fenômenos em novas chaves de raciocínio.
Esta oportuna coletânea, que a editora Perspectiva acolhe em sua coleção Big Bang, dedicada à divulgação de temas e debates inovadores na ciência, reúne autores de grande envergadura, analisando assuntos contemporâneos a partir do conceito de rede, em que se relacionam fatos, acontecimentos e percepções integrados entre si e mapeados segundo uma estrutura relacional capaz de identificar os fenômenos em vários níveis de abordagem, permitindo uma vis...(leia mais)

(Des)Construção do Caos, A
Sergio Kon
// Não é uma cidade fácil, São Paulo. Nem para se viver, nem para entender. Massa impressionante de cimento e asfalto, de edifícios faraônicos e de puxados miseráveis, de quintas-avenidas congestionadas e de vielas esburacadas, de rios fedorentos e de bueiros entupidos, de senhores garbosos e de moradores de rua, tudo nessa cidade se contrapõe espalhafatosamente. Um maëlstrom de concreto e gente. E, no entanto, do íntimo de suas vísceras urbanas desponta um vibrante e sedutor pólo de lazer, cultura e oportunidades. Cidade de contrastes violentos que a fazem muito mais rica, e muito mais pobre, também. Lugar em que a vida pública se apequena, se dispersa, privatizada nos anseios e conquistas pessoais de seus habitantes. A (Des)Construção do Caos, que a editora Perspectiva publica em sua coleção Debates, procura argumentos para d...(leia mais)

Teatro no Cruzamento de Culturas, O
Patrice Pavis
// Patrice Pavis vale-se, em O Teatro no Cruzamento de Culturas, do símbolo da ampulheta como metodologia para identificar, no teatro, os elementos intrínsecos da produção e da representação: para lhe dar abrangência orgânica, ele os acompanha desde o início do processo teatral — a eleição do projeto (texto ou pré-texto, meios e modos de organizar os vários sistemas cênicos, como direção, desempenho, disposição plástica ou sonora etc.) — e vai até a concepção final da mise en scène que tem em vista o modo de o público receber a obra sob a forma de peça e espetáculo. Analisando temas como objetivos, adaptações, escolhas e abordagens sociológicas, antropológicas, culturais e estéticas, o autor percorre um competente caminho teórico do texto ao palco, fazendo reflexões sobre o teatro ocidental e europeu mais representativo na vira...(leia mais)

Teatro com Meninos e Meninas de Rua
Marcia Pompeo Nogueira
// A expressão “cuidado com a criança” traz uma ambigüidade muito reveladora da situação dos meninos e meninas, que vivem ou passam parte considerável de seu tempo nas ruas das grandes cidades brasileiras em busca da sobrevivência. A ambivalência se estende, ainda, pela sensação de liberdade que essa vivência lhes traz, longe de estruturas familiares arruinadas, em contraste com a violência a que se vêem expostas e da qual são vítimas por estarem nas ruas, abandonadas e com poucas expectativas de uma vida com oportunidades melhores. Uma questão gravíssima, que precisa ser enfrentada e combatida.
A educação e socialização pela arte e pelo teatro tem sido uma das formas mais bem-sucedidas de lidar com o assunto, pelo seu potencial agregador, seu caráter alternativo e a capacidade de adaptar-se a qualquer ambiente. Estudiosa de teatro-educação...(leia mais)

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A Editora Perspectiva e a Livraria da Vila
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O NONO MÊS
A FELIZ IGNORÂNCIA
Vivemos a época da pesquisa de opinião. Na política, os institutos medem a aprovação ou reprovação dos governos, a popul...
Estudiosos debatem a atualidade do surrealismo
A prova de que é grande a influência do surrealismo no imaginário das gerações que o sucederam se encontra na vulgarizaç...
Obra enfeixa praticamente toda a poesia de Grünewald
Segundo o poeta Augusto de Campos, a obra do carioca José Lino Grünewald (1913-2000) está se tornando um objeto de cresc...
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